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É FAKE! Genérico não é pior por ser mais barato

Doutor Algoritmo
25 de mai.
2 min de leitura

A frase “medicamento genérico é pior porque é mais barato” é uma fake news antiga e resistente, mas ela cai quando a gente olha para a regra básica do jogo. No Brasil, um genérico só existe se provar que funciona como o de referência. A Anvisa define o genérico como o medicamento que tem o mesmo princípio ativo, na mesma dose, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do produto de referência, com eficácia e segurança equivalentes, e que pode ser intercambiável com ele.


O que muita gente confunde é “preço” com “qualidade”. O genérico costuma ser mais barato não porque “entrega menos”, mas porque não precisa refazer todo o caminho caro do medicamento inovador, como anos de pesquisa e desenvolvimento, além de custos de marketing de marca. A própria Anvisa explica que o preço menor ocorre porque os fabricantes de genéricos não precisam realizar todas as pesquisas do medicamento inovador, já que o genérico é comparado ao de referência e precisa cumprir os requisitos regulatórios para demonstrar equivalência.


Para assegurar que a troca é segura, a Anvisa exige testes de equivalência terapêutica, que incluem estudos in vitro (equivalência farmacêutica) e in vivo (bioequivalência). Bioequivalência, em termos simples, é demonstrar que o genérico tem biodisponibilidade comparável ao de referência, ou seja, chega ao organismo em velocidade e quantidade semelhantes.


“Mas se é igual, por que às vezes muda cor, tamanho, embalagem?”. O que precisa ser igual é o princípio ativo e seu desempenho no corpo, e algumas diferenças podem existir nos excipientes (componentes “inativos”), no formato e na aparência. Em geral isso não altera o efeito terapêutico, mas pode importar em casos específicos, como pessoas com alergia a algum excipiente. Por isso, quando alguém “sente diferença”, pode haver fatores reais ou efeito de expectativa e confiança, e não uma regra de que “genérico é pior”.


A desinformação acontece porque preço baixo vira suspeita automática, e porque “remédio de marca” parece mais confiável pelo nome. Só que, no balcão, o que garante qualidade não é marketing, é regulação e teste. Se o genérico é aprovado e registrado, ele foi obrigado a cumprir critérios para ser tratado como equivalente ao referência.

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